A cadeia produtiva da construção civil começa a dar sinais de recuperação. A expectativa dos principais agentes é de que o setor se consolide ainda em 2017, retomando total segurança nas áreas de vendas e de projetos concluídos. Contudo, a transformação do cenário será a passos largos e os profissionais devem ter cautela.

Uma análise recente da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) mostra que há expectativas positivas, mas com ressalvas. “Apesar da evolução no humor dos empresários, a realidade das vendas ainda aguarda melhoras”, afirma Walter Cover, presidente da associação.

A pesquisa mostra, por exemplo, que 54% dos empreendedores das indústrias de materiais de construção pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses. A pesquisa também indica que 23% dos empresários estão otimistas com os sinais emitidos pelo governo federal para o setor da construção civil.

Saiba mais

Isso implica no resgate da credibilidade do país e no controle e qualificação dos gastos públicos. “São passos que permitirão recuperar a capacidade de investimento”, diz o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins.

Além disso, é preciso pensar em soluções para o comércio de materiais de construção para ajudar a melhorar os números do setor. O desemprego e o receio da população fez com que alguns hábitos e necessidades fossem deixados de lado, como é o caso das reformas de moradias, responsável por 50% do consumo desses produtos.

Para viabilizar um crescimento mais acelerado, representantes do segmento vêm realizando reuniões com organismos governamentais, em particular com a Caixa Econômica Federal e com o comitê gestor do FGTS, para (re)estimular o crédito. Esses encontros têm trazido resultados.

Recentemente, a Caixa ampliou o limite de financiamento de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões nas operações de crédito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), válido desde 25 de julho de 2016. Essa modalidade financia imóveis sem emprestar dinheiro do FGTS.

A intenção do governo federal é anunciar, em breve, um pacote de medidas que reaqueçam o varejo da construção civil. A ideia é que os recursos disponíveis possam ser usados para pequenas reformas, sendo possível sacar para pagar a mão de obra e comprar material diretamente na loja de construção.

E, então, qual sua opinião sobre a pauta? Acredita que o mercado vai se aquecer novamente? Se você é da área, aproveite também para ler um post que fizemos sobre como ter sucesso nas vendas em construção civil.

Fonte: ABRAMAT | Fotos: Reprodução